segunda-feira, 3 de maio de 2021

A hipocrisia de uma sociedade burguesa do século XIX sob a óptica do Realismo

O Realismo origina-se na França num momento que muitos trabalhadores assalariados começaram a reivindicar os seus direitos, organizando-se em sindicatos e partidos políticos. Esse cenário foi propício para o desenvolvimento desse novo. Em 1857, com a publicação do romance de Gustave Flaubert, chamado: “Madame Bovary”, foi que o movimento tonou-se conhecido no contexto literário. A escola também se expandiu para além da literatura. As artes plásticas, arquitetura, música, teatro e cinema começaram expor algo cada vez mais próximo da verdade, enfatizando o objetivismo e o racionalismo. No Brasil entre 1881 a 1893 - se contrapôs ao estilo anterior, o Romantismo. O realismo teve o ponta pé com a publicação do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Esse momento é marcado pelo objetivismo, pela veracidade com foco na construção da realidade social (ambientação); (o ser humano é fruto do meio) Personagens comuns e cotidianos, mas construídos com profundidade; Faz crítica a sociedade burguesa; Ironia como marca retórica: Enfoque em descrições psicológicas: Machado é um autor complexo demais para ser rotulado apenas como realista. De qualquer forma, suas principais obras são: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), a primeira do Realismo brasileiro; E suas obras são muito cobradas no ENEM. Dom Casmurro (1899); Esaú e Jacó (1904); Memorial de Aires (1908). Outras duas obras do Realismo no Brasil, não menos importante, são figurinhas carimbadas cobradas em exames para ingresso no ensino superior. O Ateneu (1888), de Raul Pompeia. Inocência (1872), do Visconde de Taunay. Os autores realistas direcionam suas obras para os problemas sociais, políticos, econômicos e culturais da época, os quais afetavam grande parte da massa operária. Dessa maneira, exploram muitos temas relacionados com esse universo, tais quais: a pobreza, a miséria, as diferenças sociais, a exploração, a corrupção, QUESTÕES. 1. (ENEM) Óbito do autor (…) expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia – peneirava – uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova: – ”Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que tem honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isto é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.” (….) (Adaptado. Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. Ilustrado por Cândido Portinari. Rio de Janeiro: Cem Bibliófilos do Brasil, 1943. p..1.) Compare o texto de Machado de Assis com a ilustração de Portinari. É correto afirmar que a ilustração do pintor: a) apresenta detalhes ausentes na cena descrita no texto verbal. b) retrata fielmente a cena descrita por Machado de Assis. c) distorce a cena descrita no romance. d) expressa um sentimento inadequado à situação. e) contraria o que descreve Machado de Assis. RESPOSTA A. Percebe - se algumas variações na descrição da cena, Os fortes traç´´os na imagem demonstram a presença de uma chuva forte, enquanto que, no velório, o personagem Brás Cubas descreve a situação com uma chuva miúda, fraca é uma diferença. 2. Das características abaixo, assinale a que não pertence ao Realismo: a) Preocupação critica. b) Visão materialista da realidade. c) Ênfase nos problemas morais e sociais. d) Valorização da Igreja. e) Determinismo na atuação das personagens. RESPOSTA D.

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