domingo, 28 de agosto de 2011

RONALDINHO GAÚCHO, QUE LÍDER É ESSE?

Há muito penso numa matéria pra postar sobre Ronaldinho Gaúcho, mas quando faço pesquisa tudo que consigo é matéria sobre o que ele foi um dia. Era uma vez o melhor do mundo... Lí uma matéria hoje do coemntarista da ESPN Gian Odde, a mais interessante que eu já lí sobre essa farça. O que vem abaixo são palavras desse incrível comentarista.

É quase unânime a opinião de que Ronaldinho Gaúcho, hoje, não joga futebol suficiente para justificar outra convocação à seleção (mas quantos jogam?). Recorre-se então às argumentações usadas por Mano Menezes ainda em agosto do ano passado, quando o técnico da seleção convocava o meia do Flamengo pela primeira vez no ano, para um amistoso contra Gana.

Na época, além das justificativas técnicas (Ronaldinho fazia boas partidas), Mano enfatizou o espírito de liderança do jogador para convocá-lo. Agora, por causa do discreto desempenho do Gaúcho em campo e também pela ausência de outros nomes de peso como Kaká no grupo convocado, a história da "liderança" volta à tona.

Mas que liderança é essa? Pense bem nas passagens de Ronaldinho por Grêmio, PSG, Barcelona, Milan ou mesmo no Flamengo?




No Grêmio, ok, Ronaldinho era um moleque. No Barcelona, sua liderança era exclusivamente técnica: era o "líder" da lista dos que jogavam o melhor futebol, algo parecido com o que já tinha acontecido no PSG. No Milan, nem isso. No Flamengo, o único episódio no qual o Gaúcho talvez tenha sido pivô (porque “líder” não parece a palavra mais apropriada) foi a demissão de Vanderlei Luxemburgo.

Não se trata de crítica, mas de constatação: Ronaldinho não é líder do ponto de vista comportamental e nunca fez questão de sê-lo. Preferia jogar bola. Suas entrevistas, sempre comedidas (pra não dizer sonolentas) e com pouca personalidade, são prova disso. Suas opiniões não são contundentes e, mesmo em campo, suas queixas limitam-se quase exclusivamente a sorrisos irônicos destinados à arbitragem.

Ronaldinho é um jogador importante. Famoso, acima de tudo. Mas essa fama não deve ser confundida com “espírito de liderança”.

O que não quer dizer que Mano Menezes não tenha um bom motivo para convocá-lo. A fama de Ronaldinho pode sempre servir para colocá-lo como uma espécie de para-raios da seleção. Um cara pra dividir a responsabilidade e, eventualmente, as críticas.

O que talvez, nesse momento, seja tão ou mais útil que um líder para Mano Menezes.
Parte dessa matéria são palavras de Gian Odde.

Nenhum comentário:

Postar um comentário