segunda-feira, 17 de maio de 2021

VYGOTSKY.

Os seres humanos nascem “mergulhados na cultura”, e esta será uma das principais influências no desenvolvimento. Sua questão central é a aquisição de conhecimentos pela interação do sujeito como meio a partir de uma mediação. O sujeito é interativo e adquire conhecimentos a partir de relações intra e i nterpessoais e de troca com o meio, a partir de um processo de no mina do MEDIAÇÃO .
Vygotsky distinguiu dois tipos de elementos mediadores: Instrumento é o elemento interposto entre o trabalhador e o objeto de seu trabalho ampliando as possibilidades de transformação da natureza. A invenção e o uso dos signos co mo meios auxiliares pa ra solucionar Signos: A invenção e o uso dos signos como meio auxiliares para solucionar um dado problema psicológico (lembrar, comparar coisas, relatar, escolher etc). São análogos à invenção dos instrumentos, só que agora no campo psicológico.
Vygotsky é um marxista e tenta desenvolver uma Psicologia com estas características” • Segundo Vygotsky, o desenvolvimento cognitivo do aluno se dá por meio da interação social, o u seja, de sua interação com outros indivíduos e com o meio. • Para substancialidade, no mínimo duas pessoas devem estar envolvidas Ativamente, trocando experiência e ideias. • A interação entre os indivíduos possibilita a geração de novas experiências e conhecimentos. • A aprendizagem é uma experiência social, mediada pela utilização de instrumentos e signos, de acordo com os conceitos utilizados pelo próprio autor. • Um signo, dessa forma, seria algo que significaria alguma coisa para o indivíduo, como a linguagem falada e a escrita. • A aprendizagem é uma experiência social, a qual é mediada pela interação entre a linguagem e a ação. • Para ocorrer a aprendizagem, a interação social deve acontecer dentro da zona de desenvolvimento proximal (Z DP), que seria a distância existente entre aquilo que o sujeito já sabe, seu conhecimento real, e aquilo que o sujeito possui potencialidade para aprender, seu conhecimento potencial. • Dessa forma, a aprendizagem ocorre no intervalo da ZDP, onde o conhecimento real é aquele que o sujeito é capaz de aplicar sozinho, e o potencial é aquele que ele necessita do auxílio de outros para aplicar. • O professor deve mediar a aprendizagem utilizando estratégias que levem o aluno a tornar-se independente e estimule o conhecimento potencial, de modo a criar uma nova ZDP a todo o momento. • O professor pode faze r isso estimulando o trabalho com grupos e utilizando técnicas para motivar, facilitar a aprendizagem e diminuir a sensação de solidão do aluno. • Mas este professor também deve estar atento para permitir que este aluno construa seu conhecimento e m grupo com participação ativa e a cooperação de todos os envolvidos • Sua orientação deve possibilitar a criação de ambientes de participação, colaboração e constantes desafios. • Essa teoria mostra-se adequada para atividades colaborativas e troca de ideias, como os modelos atuais de fóruns e chats A psicologia histórico-cultural, nascida e desenvolvida no interior da revolução, estava comprometida com as soluções dos problemas que se apresentavam no momento em questão, problemas esses que se referiam à construção de uma nova sociedade (socialista) e de um novo homem, formado com base nos valores dessa nova sociedade. A tarefa que se apresentava, prioritariamente, para a psicologia soviética era a de buscar uma nova reflexão científica sobre a natureza do psiquismo humano, reflexão essa que considerasse o homem como um ser eminentemente: A Contemporâneo. B Racional. C Emocional. D Histórico. “De acordo com a psicologia histórico-cultural, a aprendizagem não deve orientar-se pelas demandas espontâneas do sujeito e nem deve manter-se à espera de uma maturidade biológica que possibilite aprender. Ao contrário, o ensino deve tomar como ponto de partida a zona de desenvolvimento próximo e transformá-la em desenvolvimento real, qualificando a aprendizagem como aquela que vai possibilitar a efetivação das funções psicológicas superiores como funções internalizadas, ou seja, funções intrapsíquicas que assim se constituíram a partir de funções interpsíquicas.” (Vigotski, Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. 10.ed. São Paulo: Ícone, 2006. p.103-17. 2006, p.114). O texto apresenta uma elaboração teórica de Vigotski. A leitura atenta autoriza concluir que o conceito de bom ensino é aquele que A espera a maturação biológica. B se antecipa ao desenvolvimento. C respeita as demandas espontâneas. D controla o desenvolvimento intrapsíquico. E foca nas funções psicológicas superiores. O processo de aprendizagem foi sendo ressignificado no contexto educacional. O ensino necessitou de novas abordagens, no sentido de formação de sujeitos partícipes na construção de conhecimentos. As teorias de aprendizagem contribuem para as reflexões dos processos de ensino e aprendizagem, e, enquanto professores, precisa-se compreender as correntes teóricas para efetivar a aprendizagem qualitativa. A teoria sócio-cultural, que dentre os teóricos se destaca Lev S. Vygotsky, tem como um dos seus preceitos a mediação. A mediação, para Vygotsky, é definida como: A O momento exato em que o adulto/professor intervém na aprendizagem da criança. Pode também ser um colega da sala. B O conjunto de instrumentos utilizados para facilitar as aprendizagens. O professor precisa ficar atento às estruturas semióticas e proporcionar os signos adequados para a efetivação da construção dos conhecimentos. C O emprego de instrumentos e signos que representa a unidade essencial de construção da consciência humana, entendida como contato social consigo mesmo e, por isso, constituída de uma estrutura semiótica (estrutura de signos) com origem na cultura. D Situações de produções culturais, tanto coletivas quanto individuais. A importância da mediação do professor nesses momentos de produções culturais é essencial, pois o contato social com as diferentes culturas, representa a estrutura dos signos e significados.

CONSELHO PEDAGÓGICO.

Conselho pedagógico é como o órgão de coordenação e supervisão pedagógica e orientação educativa do agrupamento de escolas, nomeadamente nos domínios pedagógico-didático, da orientação e acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do pessoal docente e não docente. Ele tem como competência: 1. Elaborar a proposta de projeto educativo a submeter pelo Diretor ao Conselho Geral; 2. Apresentar propostas para a elaboração do regulamento interno e dos planos anual e plurianual de atividades e emitir parecer sobre os respetivos projetos; 3. Emitir parecer sobre as propostas de celebração de contratos de autonomia; 4. Apresentar propostas e emitir parecer sobre a elaboração do plano de formação e de atualização do pessoal docente e não docente; 5. Definir critérios gerais nos domínios da informação e da orientação escolar e vocacional, do acompanhamento pedagógico e da avaliação dos alunos; 6. Propor aos órgãos competentes a criação de áreas disciplinares ou disciplinas de conteúdo regional e local, bem como as respetivas estruturas programáticas; 7. Definir princípios gerais nos domínios da articulação e diversificação curricular, dos apoios e complementos educativos e das modalidades especiais de educação escolar; 8. Adotar os manuais escolares, ouvidos os departamentos curriculares; 9. Propor o desenvolvimento de experiências de inovação pedagógica e de formação, no âmbito do Agrupamento de escolas ou escola não agrupada e em articulação com instituições ou estabelecimentos do ensino superior vocacionados para a formação e a investigação; 10. Promover e apoiar iniciativas de natureza formativa e cultural; 11. Definir os critérios gerais a que deve obedecer a elaboração dos horários e dar opinião sobre a constituição das turmas e a distribuição do serviço docente; 12. Definir os requisitos para a contratação de pessoal docente e não docente, de acordo com o disposto na legislação aplicável; 13. Autorizar propostas de atividades não integradas no plano anual de atividades do Agrupamento à data de aprovação deste; 14. Determinar a realização de reuniões intercalares de conselho de turma; 15. Aprovar, no início do ano letivo, os critérios de avaliação para cada ano de escolaridade, de acordo com as orientações do currículo nacional e sob proposta dos departamentos curriculares; 16. Aprovar os programas educativos individuais dos alunos com necessidades educativas especiais e os relatórios referentes à sua aplicação; 17. Aprovar as matrizes das provas de equivalência à frequência e das provas extraordinárias de avaliação. O conselho pedagógico reúne ordinariamente uma vez por mês e extraordinariamente sempre que seja convocado pelo respetivo presidente, por sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em efetividade de funções ou sempre que um pedido de parecer do conselho geral ou do diretor o justifique. Nas reuniões plenárias ou de comissões especializadas, designadamente quando a ordem de trabalhos verse sobre as matérias e podem participar, sem direito a voto, a convite do presidente do conselho pedagógico, representantes do pessoal não docente, dos pais e encarregados de educação e dos alunos.

CONSELHO ESCOLAR.

O conselho de escola é formado por professores, alunos, equipe pedagógica e pais de alunos. Ele é o responsável pelas decisões tomadas em benefício da escola, como pintura, organização, eventos, implementação de projetos, reformulação de políticas e o que mais precisar ser resolvido ou mudado. Mas será que a sua escola sabe fazer bom uso desse conselho? Pena que nem tudo é como deveria ser, o conselho, por exemplo, deveria servir como reflexão das ações e não como forma punitiva e muitas vezes de poder. Mais alguns esclarecimentos sobre o Conselho de escola: Precisa contar com, no mínimo 20 e, no máximo, 40 participantes. O presidente do conselho deve ser o diretor da escola e o número de componentes tem de ser proporcional ao número de classes. Pais de alunos podem – e devem – tomar parte nessas decisões. Cabe ao conselho zelar pela manutenção da escola e monitorar as ações dos dirigentes escolares a fim de assegurar a qualidade do ensino. Eles têm funções deliberativas, consultivas e mobilizadoras, fundamentais para a gestão democrática das escolas públicas.

CONSELHO DE CLASSE.

O Conselho de Classe é órgão colegiado de natureza consultiva e deliberativa em assuntos didático-pedagógicos, fundamentado no Projeto Político Pedagógico da escola e no Regimento Escolar. É o momento em que professores, equipe pedagógica e direção se reúnem para discutir, avaliar as ações educacionais e indicar alternativas que busquem garantir a efetivação do processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. Em algumas ocasiões, a ideia é simplesmente aprovar ou reprová-los diante dos resultados apresentados por eles no decorrer do ano. Outras vezes, a equipe pedagógica observa as disciplinas nas quais os estudantes apresentam mais dificuldade e formula aulas extras, diferentes programas de ensino ou metas a serem atingidas até o fim do ano letivo. É um dos momentos mais importantes no fomento dessa coesão entre os professores e a equipe pedagógica. No entanto, por falta de informação e organização, muitas escolas acabam não aproveitando tão bem essa oportunidade, limitando-se a discussões pouco produtivas ou mesmo gerando mais conflitos do que soluções. Compete ao conselho de classe: • Avaliar e analisar o aprendizado dos estudantes (seja um a um ou como um todo); • Examinar o desempenho dos docentes em relação a cada turma; • Determinar, sempre que possível, a eficácia das estratégias já empregadas; • Verificar a adequação de cada turma e disciplina à grade curricular proposta. O conselho não tem como objetivo penalizar quem tem tido dificuldade em alcançar seus objetivos. Contudo, ele visa a abrir espaço para que as causas de qualquer tipo de desafio sejam levantadas, analisadas da maneira mais imparcial possível e solucionadas com o apoio de todo o time. Os principais objetivos de um conselho de classe. • Procurar entender as possíveis razões do mau desempenho de um aluno ou de uma turma, sem atribuir essa causa a um “culpado”; • Promover o trabalho em equipe não competitivo entre os docentes e coordenadores, estimulando a troca de ideias e o bom relacionamento entre todos; • Levantar possíveis soluções para problemas (relacionados a estudantes específicos ou a turmas inteiras), sem desconsiderar o contexto familiar e psicológico por trás de resultados negativos; • Fomentar a autoavaliação constante entre todos os profissionais; • Elaborar novas estratégias (ou aprimorar as já existentes) para atingir resultados melhores e/ou manter o bom desempenho geral no futuro.

domingo, 16 de maio de 2021

A EDUCAÇÃO ESTÁ AGONIZANDO.

Mais uma lambança do Governo Bolsonaro. Dessa vez envolve o corte de 1,4 bilhão das universidades públicas que vão reduzir serviços e estrutura. O orçamento prevê uma redução de recursos na Educação e mais dinheiro para Defesa. O Ministério da Educação (MEC) poderá ter um corte de 18,2% no orçamento de 2021 em relação ao ano atual. A redução representa que o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) deve deixar de destinar aproximadamente R$ 4,2 bilhões a escolas públicas, universidades federais e institutos federais de todo o país. Mas um dado que também vem chamando a atenção até de parlamentares mais liberais no Congresso Nacional é que a proposta do governo federal, que deve ser enviada pelo Palácio do Planalto até o próximo dia 31 para ser votada, destina mais recursos ao Ministério da Defesa que à Educação. A estimativa é de que o MEC tenha 5,6 bilhões a menos que a Defesa, que terá orçamento de R$ 111 bilhões. Ao ser questionado por jornalistas na última terça-feira (18), na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM), disse que "não faz sentido nem do ponto de vista político" que o MEC receba menos recursos que a Defesa. Outro ponto é que os recursos destinados a realização do Censo podem ser remanejados para viabilizar o incremento de recursos da Defesa - cerca de R$ 2 bilhões, o que impossibilitaria a realização da pesquisa, também adiada em 2019. "As universidades públicas são multiplicadoras de empregos. Quando o governo corta verba da universidade, ela deixa de contratar a empresa de vigilância, a empresa de higiene e manutenção, entre outros serviços. E a empresa, que perdeu esses contratos, tem queda de demanda e demite seus funcionários. Sem salários, esses desempregados deixam de consumir e isso provoca o que chamamos de efeito multiplicador negativo" Em meio à pandemia, fica ainda mais evidente o prejuízo dos cortes nas pesquisas. Instituições federais estão trabalhando arduamente na produção de testes, vacinas e soluções para combater a covid-19. A falta de investimentos se dá por conta do que ele chama de “terraplanismo econômico”: sem considerar a importância da ciência, os gestores, olhando apenas os número reduzem os os recursos como a melhor saída para resolver a questão. E tem como consequência o prejuízo do ensino superior como uma ferramenta para diminuir a desigualdade social e faz com que o Brasil perca talentosos pesquisadores, que após perderem suas bolsas de estudo, acabam deixando o país em busca de oportunidade.
Parece que Saúde e Educação não são a prioridade do atual governo. E quando ele realiza esses cortes, precisa pensar que isso vai se refletir quase que imediatamente e também na futuro, com perda de empregos, porque o Estado deixou de investir e incentivar empresários a também investirem.

sábado, 15 de maio de 2021

TAXONOMIA DE BLOOM.

“A Taxonomia de Bloom contribui para auxiliar os professores na definição daquilo que eles esperam que os alunos saibam, por meio de uma distribuição hierárquica de complexidade” BLOOM, 1983. A taxonomia de Bloom é compreendida como um sistema capaz de fazer um ordenamento e classificação do aprendizado dos alunos. Esse instrumento é resultado do trabalho de uma equipe mundidispilinar, liderada pelo psicólogo e pedagogo Benjamin S. Bloom, na década de 1950. O estudo classificou (por isso taxonomia) a aprendizagem em domínios cognitivos, afetivos e psicomotor. 1. O domínio cognitivo tinha como objetivo categorizar objetivos educacionais e era composto de seis categorias: conhecimento, compreensão, aplicação, análise, síntese e avaliação. 1.1 Conhecimento: Envolve reconhecer e lembrar de fatos, termos, conceitos básicos ou perguntas sem necessariamente entender o que elas querem dizer. 1.2 Compreensão: Abrange demonstrar um entendimento de fatos e ideias, organizando, comparando, traduzindo, interpretando, descrevendo ideias principais. 1.3 Aplicação: Inclui usar o conhecimento adquirido – resolução de problemas – em situações novas aplicando o que aprendeu. 1.4 Análise: Engloba examinar e dissecar a informação em partes, além de determinar como essas partes se relacionam; identificar motivos ou causas, fazer inferências e encontrar evidências para apoiar generalizações. 1.5 Síntese: Compreende construir uma estrutura ou caminho de elementos diversos. Também faz referência ao ato de juntar partes para formar um todo. 1.6 Avaliação: Envolve apresentar e defender opiniões, fazendo julgamento de valor sobre a informação, a validade das ideias ou qualidade do trabalho baseado em algum critério. 2. O domínio afetivo lida com nossos sentimentos e emoções, incluindo como enfrentamos o entusiasmo, rejeição, encorajamento e outros. Na taxonomia de Bloom, o domínio afetivo encoraja o estudante a não só receber, lembrar e entender a informação, como também a interagir com ela em uma forma pessoal e emocional. Ele é divido em cinco estágios: 2.1 Recepção: Capacidade de tomar consciência das próprias emoções e atitudes. 2.2 Resposta: Aluno participa ativamente no processo de aprendizagem, recebendo e reagindo a estímulos. 2.3 Avaliação: Representa a atribuição de valor à informações e fenômenos. 2.4 Organização: Comparar, relacionar e elaborar todas as informações aprendidas. 2.5 Caracterização: Neste nível é forjada uma crença particular que pode influenciar o comportamento do estudante. 3. Os objetivos do domínio psicomotor representam a mudança de comportamento. Refere-se à agilidade dos alunos em habilidades psicomotoras. Assim como o domínio afetivo também é dividido em cinco subáreas: 3.1 Percepção: O indivíduo toma consciência do mundo exterior pelos sentidos. 3.2 Predisposição: Está fisicamente, mentalmente e emocionalmente preparado. 3.3 Resposta guiada: Quando o aluno é guiado por professores com instruções para realizar tarefas. Aqui entra o processo de tutoria. 3.4 Resposta Mecânica: Processo automatizado que acontece devido à repetição do processo guiado. 3.5 Resposta completa e clara: Capacidade de realizar ações de forma clara e efetiva. Na Taxonomia podemos encontrar o nível de aprendizagem que estamos estimulando de acordo com o objetivo que definimos. Ou melhor: poder definir os objetivos de acordo com o nível de aprendizagem que você pretende estimular. A ideia da pirâmide é que, quanto mais alto é o objetivo, maior é a aprendizagem. Nível 1: MEMORIZAR– Na base da pirâmide os objetivos são para atividades que estimulam o MEMORIZAR, RECONHECER, IDENTIFICAR, DESCREVER. Os conhecidos “decorebas”. Nível 2: COMPREENDER – Estimulam a associação, demonstração, os atos de explicar, esquematizar, relacionar. Na minha visão, os alunos começam a perceberem sua luz, começando a perceber o conhecimento com a sua própria visão. Nível 3- APLICAR: Objetivos voltados a demonstrar, calcular, classificar, utilizar. O estudante começa a mostrar sua luz , unindo o conhecimento teórico com a prática. Nível 4 – . ANALISAR: Aqui começa- se a estimular comparações, atividades para investigar, integrar, categorizar, diferenciar. Os alunos começam a a reconhecer outras luzes e fazer comparações entre elas. Nível 5: AVALIAR. Objetivos voltados aos estímulos de selecionar , justificar, delimitar, defender. Na avaliação, o aluno começa a avaliar outras luzes para melhorar a sua. Nível 6 – CRIAR: Objetivos para criar, desenhar, produzir, idear, inventar. Na criação, o estudante está no topo da aprendizagem e passa a ser disseminador de sua própria luz. De acordo com os estudos de Bloom (1993) a avaliação do processo ensino-aprendizagem, apresenta três tipos de funções: diagnóstica (analítica), formativa (controladora) e somativa (classificatória). A avaliação diagnóstica (analítica) é adequada para o inicio do o período letivo, pois permite conhecer a realidade na qual o processo de ensino-aprendizagem vai acontecer. O professor tem como principal objetivo verificar o conhecimento prévio de cada aluno, tendo como finalidade de constata os pré-requisitos necessários de conhecimento ou habilidades imprescindíveis de que os estudantes possuem para o preparo de uma nova etapa de aprendizagem. A avaliação formativa (controladora) é aquela que tem como função controlar, devendo ser realizada durante todo o período letivo, com o intuito de verificar se os estudantes estão alcançando os objetivos propostos anteriomente. Esta função da avaliação visa, basicamente, avaliar se o aluno domina gradativamente e hierarquicamente cada etapa da aprendizagem, antes de avançar para outra etapa subsequente de ensino-aprendizagem. A avaliação somativa (classificatória), tem como função básica a classificação dos alunos, sendo realizada ao final de um curso ou unidade de ensino. Classificando os estudantes de acordo com os níveis de aproveitamento previamente estabelecidos.

METODOLOGIA X DIDÁDICA.

A metodologia estabelece as relações entre o novo conhecimento e os que o aprendiz já possui. Possibilita a abordagem do conteúdo a partir de uma referência filosófica e metodológica propriamente dita, valorizando a construção do conhecimento e as relações entre professor e aluno, os objetivos e fins da educação, sem perder de vista o contexto socioeconômico e político. Portanto, a metodologia não pode ser confundida com as técnicas de ensino, pois é muito mais do que isso. Ela supõe o uso das técnicas, mas não se resume só a isso. A opção por uma metodologia tradicional e autoritária ou crítica e questionadora revela a postura política do educador, isto é, a sua visão de mundo, de sociedade, seus valores, enfim como concebe o seu trabalho com o professor e cidadão e a serviço de quem e para quê coloca o seu trabalho. Embora seja tão importante tal opção nem sempre é/está consciente ou clara para o profissional da educação. A Metodologia estuda os métodos de ensino, classificando-os e descrevendo-os sem fazer juízo de valor. A didática é responsável pela organização dos processos que serão desenvolvidos junto ao aprendiz de modo a facilitar a aprendizagem, ou seja, ela prevê o caminho a ser feito para a apresentação, discussão, reflexão e compreensão de um conteúdo. Portanto, a didática implica o planejamento da ação pedagógica. Ela faz um julgamento ou uma crítica do valor dos métodos de ensino. ela envolve reflexão sobre a função social do ensino, os determinantes sócio-econômico-políticos, a relação com os outros campos do saber, enfim, compreender a realidade vivida e os desafios postos para a educação no contexto histórico-social em que se insere a escola, os alunos, os professores, etc. A Didática, por sua vez, faz um julgamento ou uma crítica do valor dos métodos de ensino. Para Luckesi (1987), a didática deve assumir um papel significativo na formação do educador e, dessa forma, não pode reduzir-se e dedicar-se somente ao ensino de meios e mecanismos para se desenvolver o processo de ensino-aprendizagem, e sim, deve ser um modo crítico de desenvolver uma prática educativa forjadora de um projeto histórico, que não será feito tão somente pelo educador, mas, por ele conjuntamente com o educando e outros membros dos diversos setores da sociedade. Conclui-se que a Metodologia nos dá juízos de realidade, e a Didática nos dá juízos de valor. Juízos de realidade são juízos descritivos e constitativos. Exemplos: • Dois mais dois são quatro. • Acham-se presentes na sala 50 alunos. Juízos de valor são juízos que estabelecem valores ou normas. Exemplos: • A democracia é a melhor forma de governo. • Os velhos merecem nosso respeito. A partir dessa diferenciação, podemos inferir que podemos ser metodologistas sem sermos didáticos, mas não podemos ser didáticos sem sermos metodologistas, pois não podemos julgar sem conhecer.