terça-feira, 11 de maio de 2021
PROJETO DE LEITURA.
Secretaria Executiva de Ensino Médio e Educação Profissional - Sexec
Coordenadoria de Protagonismo Estudantil - Copes
Projeto: Gaivotas Literárias do Ceará.
Candidata a Bolsista: Mariane Bandeira Girão.
Duração: Sete meses.
Nível da Bolsa: Bolsa de Extensão Tecnológica de Nível VI.
“Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que permeiam as práticas sociais de linguagem, respeitando as diversidades e a pluralidade de ideias e posições, e atuar socialmente com base em princípios e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando o autoconhecimento, a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, e combatendo preconceitos de qualquer natureza. (BNCC, Linguagens e suas Tecnologias para o Ensino Médio, p. 490)”.
INTRODUÇÃO.
O projeto de leitura que tem como título, “PROJETO GAIVOTAS LITERÁRIAS DO CEARÁ”, tem a intenção de contribuir para a formação de alunos leitores críticos e participativos, capazes de interagirem em sua realidade na condição de cidadãos conscientes. Visa também contribuir com o desenvolvimento integral dos alunos. Ciente do seu papel institucional em promover e garantir a equidade de condições, a pretensão é colaborar como uma rede de apoio que acolhe alunos e educadores, fortalecendo o pilar de protagonismo estudantil, auxiliando no desenvolvimento de habilidades socioemocionais de leitura e de escrita. Tais habilidades podem ser aprendidas e aperfeiçoadas todos os dias.
Envolver os alunos cada vez mais no universo da leitura, de uma forma prazerosa, requer muita disposição e compromisso por parte daqueles que desejam construir uma sociedade mais justa, humana e solidária. Estimular alguém a ler exige esforço, requer parcerias e compromisso sério por parte de todos os envolvidos no processo educacional. Por isso, tal projeto exigirá engajamento profundo de professores, alunos e pais.
Para buscar uma ampliação do letramento dos alunos participantes, devemos propor diferentes oficinas de leitura e produção de textos, as quais são potencializadas por contarem com a presença de educadores sociais que auxiliará a ação pedagógica dos professores, uma vez que é possível fornecer um atendimento mais individualizado e focado nas maiores dificuldades encontradas.
Um dos grandes desafios para manter um projeto atuante e forte é manter a organização e o cronograma a serem cumpridos. Por isso, é muito importante que todos saibam o que cabe a cada um deve fazer dentro do que lhe cabe, afinal, ele deve ser o TRABALHO COLETIVO. Explicar aos estudantes sobre como o projeto é organizado é umas das maneiras de ajuda-los a entender como de dará o funcionamento. Dividir as funções de cada um dos participantes a partir as especialidades, as atividades e deixam de ser só uma tarefa e passa ser mais lúdica. De todos os participantes são exigidas ações diferentes e compartilhamento de informações tornando-o muito mais eficiente e eficaz.
PROTAGONISMO ESTUDANTIL.
O Protagonismo Estudantil é uma ação de intervenção no contexto social para direcionar para uma resposta a problemas reais onde o jovem é sempre o ator principal. É um tipo valorativo de educação para a cidadania não pelo discurso das palavras, mas pelo curso dos acontecimentos. É transmitir uma mensagem da cidadania criando acontecimentos, onde o jovem ocupa uma posição de centralidade.
Quando nos encontramos no papel de protagonistas vivenciamos a transformação do outro e do mundo a nossa volta através de bons exemplos. Com isso é possível concretizar Projetos de Vidas quando fazemos as escolhas certas. A mais básica de todas as maneiras de ser protagonista na vida é desenvolver a atitude de se colocar no mundo como sendo parte da solução dos problemas que existem, tanto daqueles que estão ao nosso redor como longe da gente, não importa. O que importa aqui é “se importar” com as coisas que acontecem e que exigem soluções. Um protagonista acredita que pode fazer parte das soluções, o que não significa que ele vá ter soluções para tudo.
Nos Anos Finais, os três eixos são: competência pessoal (aspectos que possibilitarão o encontro do estudante consigo mesmo), competência social (aborda questões referentes ao convívio em grupo e ao
compromisso com o coletivo), competência produtiva (põe em ação o que o estudante sabe e é capaz de fazer) e uma aula para desenvolvimento dos Clubes de Protagonismo.
Os profissionais da escola que ficam responsáveis por realizar encontros periódicos com os Alunos Líderes, orientando-os em todas as atividades propostas, de acordo com a metodologia do Impulsiona. Não precisam ser necessariamente professores, mas precisam ter perfil de facilitadores.
Cada escola deve ter, no mínimo, um Orientador de Alunos Líderes para que seja possível estimular o protagonismo juvenil.
JUSTIFUCATIVA.
A tecnologia, as redes sociais, acesso restrito à leitura atualidade e familiar e à falta de incentivo vêm afastando cada vez mais os nossos alunos do ato de leitura. Isso traz consequências no âmbito escolar e fora dela. Haja vista que os processos seletivos estão exigindo mais do candidato. Vocabulário precário, erros ortográficos, dificuldade de compreensão, poucas produções significativas dos alunos e conhecimentos restritos aos conteúdos escolares e de práticas sociais deixam cada vez mais distante o aluno na corrida para o ingresso no ensino superior e no mercado de trabalho.
A leitura é um requisito muito importante para emancipação social. Desenvolve um pensamento crítico e promoção da cidadania. Diante desse cenário, é dever das instituições de ensino juntamente com pais, professores e equipe pedagógica propiciar aos nossos educandos momentos que possam despertar neles a consciência da importância de se adquirir o hábito de ler. O aluno deve perceber que a leitura é o instrumento chave para alcançar as competências necessárias a uma vida de qualidade, produtiva e com realizações.
Pensando nisso a BASE COMUM CURRICULAR propõe um desafio afim de atender às necessidades de formação geral, indispensáveis ao exercício da cidadania e à inserção no mundo do trabalho, e responder à diversidade de expectativas dos jovens quanto à sua formação, a escola que acolhe as juventudes tem de estar comprometida com a educação integral dos estudantes e com a construção de seu projeto de vida
Será uma missão quase impossível o jovem pesquisar, resumir, resgatar a ideia principal do texto, analisar, criticar, julgar e posicionar-se sem que ele tenha o domínio da leitura. Diante dessa realidade não tenho dúvida de que o projeto “PROJETO GAIVOTAS LITERÁRIAS” contará com o apoio de todos os que estão envolvidos no contexto educacional e contribuirá com o desenvolvimento e autonomia do aluno.
OBJETIVO GERAL:
Formar leitores fruidores para que a função utilitária da literatura e da arte em geral possa dar lugar à sua dimensão humanizadora, transformadora e mobilizadora, bem como, desenvolver habilidades relacionadas à leitura, interpretação e produção de texto estimulando no educando o gosto pela leitura e escrita, ampliando o conhecimento linguístico e cultural dos mesmos, no intuito de proporcionar aos nossos alunos uma visão crítica e contextualizada dos assuntos adquiridos dentro e fora da sala de aula.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS.
Melhorar a escrita e a leitura dos alunos.
Ampliar o contato entre o jovem e o livro e aos demais meios de conhecimento.
Estimulando o hábito diário da leitura.
Enriquecer o vocabulário.
Despertar o interesse e o gosto pela leitura e escrita estimulando o hábito diário da leitura.
Conhecer e identificar gêneros textuais e literários diversos, possibilitando ao alunado a aquisição de competências leitoras.
Elencar a leitura com aspectos da realidade.
Propor atividades interdisciplinares, dialogando com as mais diversas áreas do conhecimento.
Divulgar e criar campanhas para estimular a doação de livros.
Relacionar textos e ilustrações, manifestando sentimentos, experiências, ideias e opiniões.
Dar autonomia aos estudantes para que ele possa construir critérios próprios para na sua apresentação.
Desenvolver o senso crítico a partir dos livros lidos e relidos.
Preencher fichas propostas baseadas na análise linguística de textos, livros e obras escolhidos.
Compreender a intenção, o ponto de vista de quem escreve fazendo uma leitura crítica, reconstruindo o sentido, segundo suas vivências, ampliando sua visão de mundo.
PÚBLICO-ALVO
O Programa atende escolas do Ensino Médio da Rede Pública Estadual distribuídas entre as Crede/Sefor, atendendo em média 60 mil (sessenta mil) estudantes.
DURAÇÃO:
Junho à Dezembro/2021.
ESTRATÉGIAS:
Leitura em grupo e individualmente, durante 50 minutos por semana, em sala de aula e pelo menos um livro bimestralmente;
Leitura dramatizada de capítulos de um livro ou um texto;
Leituras de gêneros como: contos, causos, poemas, crônicas, romances, jornais, revistas, história em quadrinhos e outros;
Produção de diversos gêneros textuais e de murais para divulgação dos livros lidos pelos alunos para compor o livro através do concurso “Lembranças da Leitura”.
Pesquisa de bibliografias de autores da Literatura Brasileira;
Empréstimo de livros;
Roda de Leituras;
Atividade oral para o aluno expor sobre a obra que leu e recomendar ou não sua leitura aos colegas;
Apresentações das atividades propostas;
RECURSOS:
Obras literárias, jornais, revistas, vídeos, textos didáticos, internet, Redes sociais (Facebook e Instagram); Vídeos; WhatsApp.
CRONOGRAMA:
JUNHO. MÊS JUNINO.
01/06/21 a 04/06/21 - Apresentação da proposta de trabalho para os alunos e organização do grupo de leitores.
07/06/21 a 11/06/21 - Início e trabalho dos trabalhos com os grupos de leitores.
Proposta: Como o mês de junho tem uma data para o dia da liberdade de imprensa. Pedir aos alunos para discorrer sobre o papel da imprensa nessa pandemia, ou seja, produzir um texto argumentativo. Criar uma propaganda incentivando o uso das máscaras , higiene das mãos e não aglomerar. Tendo como eixos a função de linguagem conativa e apelativa. Sugestão de uma leitura reflexiva: Blog Literatércia. Texto: Ficar consigo.
14/06/21 a 18/07/21 – Semana da Crônica.
A crônica é um gênero que ocupa o espaço do entretenimento, da reflexão mais leve. É colocada como uma pausa para o leitor, fatigado de textos mais densos. Nas revistas, por exemplo, em geral é estampada na última página. Ao escrever, os cronistas buscam emocionar e envolver seus leitores, convidando-os a refletir, de modo sutil, sobre situações do cotidiano, vistas por meio de olhares irônicos, sérios ou poéticos, mas sempre agudos e atentos.
O educador enviará as imagens a seguir para os alunos e solicitará que cada um selecione a fotografia desejada, observe detalhes da imagem e, antes de escrever uma crônica sobre a cena escolhida, faça um arquivo rascunho que contenha os direcionamentos:
a) A crônica será de abordagem: ( ) informativa, ( ) literária ou ( ) híbrida.
b) É necessário o uso de um narrador ou interventor reflexivo (escritor implícito) que “fotografa” e/ ou reflete sobre o que é narrado?
c) Quem são os personagens? Qual tipo de conflito ou progressão narrativa eles podem desencadear?
d) Que tipo de interação os personagens estabelecem com o espaço no qual eles estão inseridos?
e) Qual seria o possível desfecho para a crônica?
Fotos disponíveis em:
Sebastião Salgado
Disponível em: . Acesso em: 20 de abril de 2012.
Boris Kossoy
Disponível em: Disponível em: 20 de abril de 2012.
Cartier-Bresson
Disponível em Acesso em 20 de abril de 2012.
21/06/21 a 25/06/21 – Semana Junina.
As festas juninas são vistas como oportunidade de criar vínculos entre a escola e a comunidade e passear pela diversidade cultural do nosso país. Em tempos de pandemia, os educadores podem usar os recursos digitais para não deixar a data passar sem celebração e aprendizado. Montar um mosaico das diferentes festas e comidas típicas nosso Brasil consumido nesse período. Os educadores podem montar um grupo para que os estudantes compartilhem as fotos no WhatsApp. Outra opção é pedir para que as crianças criem uma caixinha de memórias para montar um mural de experiências, no período pós-pandemia.
28/06/21 a 30/06/21 – Fechamento do mês. Conversa com os alunos com temas relacionados a junho e avaliação por parte do Educador.
JULHO: MÊS OLÍMPICO.
01/07/21 a 09/07/21- Fazer uma reportagem sobre um esporte olímpico. Sugestões de leitura: CARTAS A UM JOVEM ATLETA, ASTERIX NOS JOGOS OLÍMPICOS, UM SONHO POSSÍVEL: DA OBESIDADE A MARATONA.
12/07/21 a 16/07/21- Semana das Funções de Linguagem.
Preenchimento de quadro “Elementos da comunicação/Funções da linguagem” Cada ato de comunicação formalizado em textos dos mais diversos gêneros (carta, notícia, romance, poema, debate, entre outros) tem objetivos diferentes um do outro. Assim, utilizamos recursos diferentes (por exemplo, pronomes e verbos em 1ª ou 3ª pessoa, verbos no imperativo, mais adjetivos, mais dados etc.) que acabam por evidenciar um ou outro elemento da comunicação. Junto com os colegas de turma e o professor.
19/07/21 a 23/07/21- Semana das Figuras de Linguagens.
Vamos apresentar as figuras de linguagem mais comuns lançando questões problematizadoras.
a) Você já conseguiu convencer alguém de algo só porque mudou o jeito de falar? Como?
b) De que forma você costuma dar ênfase a uma palavra em textos?
Apresentar imagens para testar conhecimentos prévios sobre as figuras de linguagem.
26/07/21 a 30/07/21- Fechamento do mês. Conversa com os alunos com temas relacionados a julho e avaliação por parte do Educador.
AGOSTO: MÊS DO FOLCLORE.
02/08/21 a 06/08/21. Semana do Trovadorismo.
Sugestão 1: Analisar as seguintes cantigas trovadorescas: “Ondas do Mar de Vigo”, de Martin Codax; “Cantiga da Ribeirinha”, de Paio Soares de Taveirós; “Dona Feia”, de Jean Garcia de Guilhada e, uma cantiga sem nome, de Pero da Ponte e Ai flores de do verde pino, Dom Dinis, Ai flores de do verde pino (Versão em português moderno) e comparar com músicas atuais como: Alguém que te faz sorrir (Fresno) Me namora (Natiruts)
Sugestões de Leitura.
https://www.portugues.com.br/literatura/trovadorismo.html
https://conversadeportugues.com.br/2015/05/trovadorismo-a-atividade-dos-alunos/
https://conversadeportugues.com.br/2019/08/trovadorismo-atividade/
Sugestão 2: Fazer uma resenha do filme Coração de Cavaleiro.
https://www.youtube.com/watch?v=QOhVw-lmsVw&list=PLyypSuC_vAeVH-XEsXScbM26Un7Mm4vWu
09/08/21 a 13/08/21. Semana do Classicismo.
Sugerir uma poesia abaixo para cada aluno, Pra que juntos façam a leitura do mesmo e a partir disso apresentar um breve esboço da vida do autor e contextualizar o momento histórico vivido pela nação portuguesa. Leitura do poema “Amor é fogo que arde sem ver”, estabelecendo relação entre o poema de Camões e os textos de Corintios 13 e a música da Legião Urbana- Monte Castelo.
Após ouvir a música o professor deve questionar os alunos se esses já ouviram ou leram alguma definição parecida do “amor”, em seguida apresentar o poema de Camões e pedir para que verifiquem as semelhanças entre os três textos.
Esse é um momento que o professor deve também explicar sobre a lírica de Camões, falando sobre medida velha e medida nova presente em suas poesias.
16/08/21 a 20/08/21. Semana do Humanismo.
A atividade propõe que os alunos façam a leitura de um dos textos mais interessantes do Humanismo: Auto da Lusitânia
Os alunos lerão os comentários sobre a peça Auto da Lusitânia e, em seguida, um fragmento denominado "Todo Mundo e Ninguém".
http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/a/auto_da_lusitania
O Educador deverá solicitar aos estudantes que façam a leitura do texto em grupos de quatro alunos, uma vez que quatro são os personagens da peça: NINGUÉM, TODO O MUNDO, DINATO, BELZEBU, procurando evidenciar temas ligados à verdade, à cobiça, à vaidade, à virtude e à honra dos homens. Representada pela primeira vez em 1532, como parte de uma peça maior, chamada Auto da Lusitânia (no século XVI, chama-se auto ao drama ou comédia teatral), a obra é de autoria do criador do teatro português, Gil Vicente.
23/08/21 a 27/08/21- Semana do Folclore.
O Educador sugere aos alunos a realizaram o registro de mitos e lendas e criar sua própria lenda.
28/08/21 a 30/08/21 - Fechamento do mês. Conversa com os alunos com temas relacionados a agosto e avaliação por parte do Educador.
SETEMBRO: MÊS DA INDEPENDÊNCIA E SETEMBRO AMARELO.
01/09/21 a 05/09/21- Semana da Amazônia.
Produzir um texto argumentativo com temas sugeridos pelo educador.
a) Populações tradicionais na Amazônia;
b) Avanço da fronteira agrícola na Amazônia;
c) Impactos das hidrelétricas na bacia amazônica;
d) Expansão da Soja e o desmatamento;
e) Valorização e desvalorização dos recursos naturais da Amazônia;
f) A questão cultural nas pequenas cidades da Amazônia;
g) O legado deixado por Chico Mendes para Amazônia;
Professor(a), deixe livre também para algum tema que partir dos alunos.
Os elementos que deverão conter na produção:
a- Tema - sugeridos na aula anterior;
b- Título;
c- Introdução/Justificativa - aqui os grupos irão expressar o motivo da escolha do tema e fazer uma abordagem geral das problemáticas envolvendo o tema;
d- Desenvolvimento - aqui os grupos irão expor fragmentos levantados na pesquisa;
e- Considerações finais - nesse momento os grupos tentarão colocar suas percepções sobre o tema, de acordo com o estudado durante as aulas;
f- Referências - todo o material utilizado para a confecção do texto (livros, sites, etc.) os alunos terão que discriminá-los aqui.
FLORESTA AMAZÔNICA. Disponível em: , acesso em: 24 Ago. 2012.
06/09/21 a 10/09/21- Semana da Independência e Quinhentismo.
Explicar o que foi o projeto colonial português e como a literatura de catequese atuava na conversão dos gentios. Compreender o desenvolvimento do capitalismo mercantil, impulsionado pelo processo de expansão marítima europeia. É a época das grandes navegações empreendidas pelos países europeus durante os séculos XV e XVI. Entender o marco inicial no Brasil A Carta de Pero Vaz de Caminha, escrita em maio de 1500 ao rei de Portugal, Dom Manuel I, o Venturoso, é o primeiro documento escrito no Brasil, embora tenha vindo a público apenas em 1817. Entender a literatura de informação, que documenta tecnicamente aspectos geográficos, políticos e culturais do país recém-descoberto, é uma das duas vertentes da literatura colonial. Sugerir que os alunos escrevam uma carta ao presidente discorrendo como eles enxergam o Brasil de hoje.
13/09/21 a 17/09/21. Semana do Barroco.
Pesquisar as obras barrocas no Brasil, escolher uma obra e fazer uma descrição.
Fontes de Pesquisas: https://laart.art.br/blog/arquitetura-barroca-no-brasil/
https://www.passeidireto.com/arquivo/60581085/arte-barroca-caracteristicas-pintura-e-arquitetura
20/09/21 a 24/09/20- Semana do Setembro amarelo. Prevenção ao suicídio.
Estimular a percepção do suicídio como forma de findar o sofrimento pode estar atrelada a outras adversidades enfrentadas pelo jovem, seja dentro, seja fora da escola. Questões como bullying e cyberbullying, depressão, relações familiares conturbadas, entre outras, podem estar na raiz do problema. Os educadores podem criar situações que estimulem os estudantes a combater processos de estigma e discriminação relacionados ao assunto. Nesse sentido, cabe priorizar o diálogo e mostrar que a solução não está em ignorar os momentos difíceis. Rodas de conversa e debates. Essas atividades podem dar maior oportunidade de diálogo para os jovens dizerem o que pensam sobre o tema, discutirem suas ideias e tirarem dúvidas.
Pedir aos participantes para criarem uma campanha de prevenção ao suicídio.
Sugestões de filmes:
As Vantagens de Ser Invisível – Stephen Chbosky (2007)
A Redoma de Vidro – Sylvia Plath (1963)
Uma História Meio Que Engraçada – Ned Vizzini (2007)
• Divertida Mente (2016)
https://escoladainteligencia.com.br/blog/setembro-amarelo-como-abordar-o-tema-na-escola/
https://brasilescola.uol.com.br/saude/setembro-amarelo.htm
27/09/21 a 30/09/21. Fechamento do mês. Conversa com os alunos com temas relacionados a setembro e avaliação por parte do Educador.
OUTUBRO. MÊS DO ROMANTISMO E REALISMO.
04/10/21 a 08/10/21- Semana do Romantismo.
O professor propõe a cada aluno palavras e a partir delas criem um poema com características do Romantismo. Sugestão de palavras: amor, morte, separação, alegria, dor, vida, carinho, saudade, ventura, etc. Os alunos deverão entregar à professora para correção. Após a correção, os textos serão devolvidos aos alunos para que eles se preparem para declamação em sala de aula. O professor deverá destinar uma aula para a apresentação das declamações.
11/10/21 a 15/10/21- Semana de José de Alencar.
Divida a turma em grupos. Cada um se encarregará de ler uma obra previamente selecionada. Peça para que os grupos, à medida que forem lendo a obra, façam anotações sobre o perfil psicológico e características físicas de cada personagem narrada. Eis os livros:
. Senhora
. Lucíola
. Iracema
. Encarnação
. O Guarani
Sugestão de pesquisa: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTecnicaAula.html?aula=9290
Os livros estão disponíveis no site Domínio Público.
18/10/21 a 22/10/21- Semana do Realismo.
Teatro - Os problemas do cotidiano ocupam os palcos. O herói romântico é substituído por personagens do dia-a-dia e a linguagem passa a ser coloquial. Entre os principais autores estão romancistas realistas, como Machado de Assis, que escreve Quase Ministro, e alguns românticos, Joaquim Manuel de Macedo (1820-1882), com Luxo e Vaidade. Outros nomes de peso são Artur de Azevedo (1855-1908), criador de comédias e operetas como A Capital Federal e O Dote e Quintino autor de Bocaiúva.
Quando o Realismo se dedica à análise social mais vigorosa de grupos marginalizados com os homossexuais, os moradores de cortiços, a natureza animal do homem, as taras psicológicas, tem-se o Naturalismo, assunto da próxima unidade.
Texto adaptado de:
http://www.algosobre.com.br/literatura/realismo.html
25/10/21 a 29/10/21- Fechamento do mês. Conversa com os alunos com temas relacionados a outubro e avaliação por parte do Educador.
NOVEMBRO. Realismo/Naturalismo e Modernimo.
01/11/21 a 05/11/21- Semana Machado de Assis.
SUGESTÃO 1: APONTAR AS LEITURAS POSSÍVEIS QUE O OLHAR CONTEMPORÂNEO PRODUZ SOBRE A MULHER, A PARTIR DA LEITURA DOS CONTOS: “PAI CONTRA MÃE” E A “CARTOMANTE”.
SUGESTÃO 2.: Referindo-se a traição de Capitu ou a Loucura de Bentinho.
08/11/21 a 12/11/21- Semana do Naturalismo.
Atividade 1.
Sugestões de Livros.
O Cortiço
Casa de Pensão.
Atividade 2.
Os alunos assistirão a algumas cenas do filme Germinal, disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=n9TfD3qCwOg&feature=related
Atividade 2.
Antes de os alunos assistirem ao filme, o professor deverá entregar o roteiro sugerido abaixo para que após o filme, possam resolver as questões propostas. Roteiro para discussão do filme
domingo, 9 de maio de 2021
PERFIS FEMININOS DA LITERATURA BRASILEIRA.
No mundo fictício da nossa literatura, a mulher apresenta-se sempre multifacetada, versátil e controvérsia. Assim, a identidade feminina foi sendo construída e desconstruída nas teias dos mais variados romances, perpetuando ou destruindo preconceitos e estereótipos, promovendo então, uma leitura clara da cultura brasileira, seja através do viés social, familiar ou religioso, os quais podemos analisar, neste trabalho, através dos olhares masculinos de José de Alencar e de Machado de
Assis.
Percebe-se uma estabilização do imaginário que hierarquizou os valores masculinos e inscreveu às mulheres a resignação e a passividade diante da opressão social e da familiar, de estruturas profundamente patriarcais, e em outros momentos, criou um perfil feminino com caracteres baseados na coragem, na força, na inteligência, na astúcia, e na dissimulação, entre outros caracteres intrigantes, retratando assim, uma mulher prática, com personalidade forte e marcante.
Muitos autores escreveram sobre as mulheres e para as mulheres. Cada autor por meio de seus personagens tentou traçar um perfil de mulher enfatizando enfoques diferentes. Criaram donzelas, cortesãs, mulheres urbanas republicanas; orgulhosas ou tímidas, calculistas ou levianas, singelas ou complexas, entre tantas outras.
Da obra de Aluízio Azevedo - O Cortiço
Rita Baiana é um dos personagens mais notáveis da literatura brasileira. Filha do realismo naturalista, é escrita com uma riqueza de detalhes visuais e sensoriais incríveis. Forte, apaixonada e politicamente incorreta, é absolutamente impossível não adorá-la. Sedutora e consciente de seus encantos, é maliciosa e faminta de vida, um diabo de saias. É sem dúvidas, a alma de O Cortiço, de Aluízio de Azevedo, embora não seja a protagonista. Ela não aparece desde o começo e nem está presente no fim, mas rouba a cena em sua aparição fulminante. Escrita em 1890, é uma mulher a frente de seu tempo. Ama a quem lhe aprouver, da forma que melhor lhe parecer. É deliciosamente livre e despida de amarras e preconceitos, é como a maioria de nós queria ser. É mulata decidida e generosa que enfrenta a vida de peito aberto, disposta a sofrer e gozar com a mesma intensidade. Fiel aos seus gostos e às suas paixões, a elas se entrega por inteiro.
Da obra de Graciliano Ramos - Vidas secas.
Sinhá Vitória, uma retirante que cuidava dos filhos, uma mulher forte, segura as rédeas na hora de partir e na hora de ficar, é aquela que indica com um simples gesto o caminho por onde a família deveria seguir. Mesmo com toda a dor e toda a miséria, ainda possui um imaginário povoado de sonhos, imagens, fantasias.
Da obra de Guimarães Rosa - A Escrava Isaura.
Isaura, a heroína escrava, branca, pura, virginal, possui um caráter nobre e demonstra “conhecer o seu lugar”: do princípio ao fim, suporta conformada a perseguição de Leôncio, as propostas de Henrique, as desconfianças de Malvina, sem jamais se revoltar. Permanece emocionalmente escrava, mesmo tendo sido educada como uma dama da sociedade. Tem escrúpulos de passar por branca livre, acha-se indigna do amor de Álvaro e termina como a própria imagem da “virtude recompensada”.
José de Alencar cria sob a optica de pessoa bem nascida, com profundas raízes na aristocracia, portanto ele se dirigiu às mulheres, seguindo a ideologia patriarcal oitocentista, que diferenciava sua conduta diferente da dos homens a fim de enaltecer as qualidades femininas.
O autor escrevia sobre diversos temas, levantando um panorama social e histórico do Brasil de maneira magistral, sempre abordou temas polêmicos e que levassem à reflexão, indo muito além de sua época, tornando-se sempre atual nos assuntos do cotidiano.
Da obra de José de Alencar - Lucíola
Lúcia tinha como característica principal a contradição. Coexistem nela duas pessoas: Maria da Glória - a menina inocente, ingênua, digna, simples e um verdadeiro anjo; Lúcia - a cortesã depravada, excêntrica, rejeita o amor e é um verdadeiro demônio. Seus traços físicos: cabelos e olhos pretos, a pele partida. Uma dualidade de caráter, ora anjo, um ideal de beleza, romântica; ora demônio, uma cortesã. Em "Lucíola" se encontra sutileza de vidas a um fino entendedor da sensibilidade feminina.
Da obra de José de Alencar - Diva
A personagem central do romance de José de Alencar, Emília, a jovem mimada de família de classe alta, filha de um rico capitalista do Rio de Janeiro. Vive uma busca incansável por um marido mais interessado em amor do que em dinheiro.
Da obra de José de Alencar - Senhora
Aurélia Camargo é idealizada como uma rainha, como uma heroína romântica, pelo narrador. A protagonista do romance, uma jovem mulher dividida entre o amor e o ódio, o desejo e o desprezo pelo homem que ama. Moça pobre. É decente e apaixonada por Fernando Seixas. A decepção amorosa transforma-a numa mulher vingativa e fria, mas que não consegue disfarçar seu verdadeiro sentimento por Seixas. Seu comportamento é típico de uma esquizofrênica, já que se vê dividida entre sentimentos contraditórios até o final do romance. O amor parece ser sua salvação, redimindo-a de perder o homem que ama por causa de seu orgulho. De personalidade forte, carregada de sentimentalismo romântico. Daí sua contradição, sua personalidade marcada por extremos psíquicos: dá maior valor aos sentimentos, mas vale-se do dinheiro para atingir seu objetivo de obter o grande amor de sua vida, Fernando Seixas.
ATIVIDADE FÍISICA, IMUNIDADE E A COVID-19.
A pandemia do coronavírus trouxe a discussão e a preocupação das pessoas em melhorar a imunidade significativamente do organismo. Mas será que tem como realmente deixá-lo mais forte?
Os exercícios físicos têm relação direta com a imunidade. No entanto, o que pouca gente sabe é que eles podem nos proteger ou nos deixar mais suscetíveis a certas enfermidades.
Isso acontece porque estimula a produção das citocinas, substâncias que podem agir a favor de um mecanismo pró-inflamatório ou desencadear uma resposta anti-inflamatória. O exercício regular, e sem excessos, tem participação nessa produção, resultando em vantagens para o organismo.
Pesquisas atuais sugerem que a prática regular de exercícios físicos pode estar associada à redução de hospitalização por covid-19. Porém Estudos recentes sugerem que a prática regular de exercícios físicos pode estar associada à redução de hospitalização por covid-19.
Os estudos manifestam que o fato de os pacientes terem o hábito de se exercitar regularmente antes da internação não foi determinante para o melhor enfrentamento da doença.
Os campeonatos de futebol foram disputados em meio à pandemia. Muitos jogadores se infectaram, ficaram de 10 a 15 dias em quarentena, voltando a jogar logo depois do período de isolamento. A maioria dos infectados permaneceu assintomática ou apresentou casos leves da doença.
"Pela condição fisiológica desses atletas de alto rendimento, é certo que eles agravam menos. No entanto, queremos entender se todos eles passam ilesos, sem sequelas, pela COVID-19", mas isso não quer dizer que esses atletas não possam desenvolver a forma grave.
segunda-feira, 3 de maio de 2021
O DRIBLE MAIS DESCONCERTANTE FOI DE CHICO BUARQUE COM A MÚSICA JORGE MARAVILHA.
Jorge Maravilha
Chico Buarque
E nada como um tempo após um contratemp
Pro meu coração
E não vale a pena ficar, apenas ficar
Chorando, resmungando, até quando, não, não, não
E como já dizia Jorge Maravilha
Prenhe de razão
Mais vale uma filha na mão
Do que dois pais voando
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
Ela gosta do tango, do dengo, do mengo, domingo e de cócega
Ela pega e me pisca, belisca, petisca, me arrisca e me enrosca
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
E nada como um dia após o outro dia
Pro meu coração
E não vale a pena ficar, apenas ficar
Chorando, resmungando até quando, não, não, não
E como já dizia Jorge Maravilha
Prenhe de razão
Mais vale uma filha na mão do que dois pais sobrevoando
Análise.
Mais uma vez, Chico Buarque apelou para pseudônimo Julinho de Adelaide, para escapar da censura da ditadura militar brasileira. Isso já ocorreu com as letras de Apesar de você e Cálice.
Uma lenda foi gerada em torno da música, pois gerou a especulação de que Amália Lucy, fã declarada dele e filha de outro presidente militar, o general Geisel, mas o compositor negou que tenha composto a música para Amália.
A outra versão seria: que um agente da ditadura, que havia pedindo um autografo para sua filha. Independentemente da versão, fica claro que é sobre essa condição da ditadura. Essa declarada pelo o compositor.
Os aliados do governo ficaram inconformados por liberar a música e proibiram sua execução nas rádios. Enfurecidos, os militares consideraram a letra uma ofensa ao presidente Médici.
A hipocrisia de uma sociedade burguesa do século XIX sob a óptica do Realismo
O Realismo origina-se na França num momento que muitos trabalhadores assalariados começaram a reivindicar os seus direitos, organizando-se em sindicatos e partidos políticos.
Esse cenário foi propício para o desenvolvimento desse novo. Em 1857, com a publicação do romance de Gustave Flaubert, chamado: “Madame Bovary”, foi que o movimento tonou-se conhecido no contexto literário.
A escola também se expandiu para além da literatura. As artes plásticas, arquitetura, música, teatro e cinema começaram expor algo cada vez mais próximo da verdade, enfatizando o objetivismo e o racionalismo.
No Brasil entre 1881 a 1893 - se contrapôs ao estilo anterior, o Romantismo. O realismo teve o ponta pé com a publicação do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Esse momento é marcado pelo objetivismo, pela veracidade com foco na construção da realidade social (ambientação); (o ser humano é fruto do meio) Personagens comuns e cotidianos, mas construídos com profundidade; Faz crítica a sociedade burguesa; Ironia como marca retórica: Enfoque em descrições psicológicas:
Machado é um autor complexo demais para ser rotulado apenas como realista. De qualquer forma, suas principais obras são:
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), a primeira do Realismo brasileiro; E suas obras são muito cobradas no ENEM.
Dom Casmurro (1899);
Esaú e Jacó (1904);
Memorial de Aires (1908).
Outras duas obras do Realismo no Brasil, não menos importante, são figurinhas carimbadas cobradas em exames para ingresso no ensino superior.
O Ateneu (1888), de Raul Pompeia.
Inocência (1872), do Visconde de Taunay.
Os autores realistas direcionam suas obras para os problemas sociais, políticos, econômicos e culturais da época, os quais afetavam grande parte da massa operária.
Dessa maneira, exploram muitos temas relacionados com esse universo, tais quais: a pobreza, a miséria, as diferenças sociais, a exploração, a corrupção,
QUESTÕES.
1. (ENEM) Óbito do autor
(…) expirei às duas horas da tarde de uma sexta-feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia – peneirava – uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa ideia no discurso que proferiu à beira de minha cova:
– ”Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que tem honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isto é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.” (….)
(Adaptado. Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. Ilustrado por Cândido Portinari. Rio de Janeiro: Cem Bibliófilos do Brasil, 1943. p..1.)
Compare o texto de Machado de Assis com a ilustração de Portinari. É correto afirmar que a ilustração do pintor:
a) apresenta detalhes ausentes na cena descrita no texto verbal.
b) retrata fielmente a cena descrita por Machado de Assis.
c) distorce a cena descrita no romance.
d) expressa um sentimento inadequado à situação.
e) contraria o que descreve Machado de Assis.
RESPOSTA A.
Percebe - se algumas variações na descrição da cena, Os fortes traç´´os na imagem demonstram a presença de uma chuva forte, enquanto que, no velório, o personagem Brás Cubas descreve a situação com uma chuva miúda, fraca é uma diferença.
2. Das características abaixo, assinale a que não pertence ao Realismo:
a) Preocupação critica.
b) Visão materialista da realidade.
c) Ênfase nos problemas morais e sociais.
d) Valorização da Igreja.
e) Determinismo na atuação das personagens.
RESPOSTA D.
CORAÇÃO DE CAVALEIRO E O TROVADORISMO.
O Trovadorismo é um movimento literário que esteve marcado pela produção de cantigas líricas (focadas em sentimentos e emoções) e satíricas (com críticas diretas ou indiretas) que surgiu na Idade Média, na região da Provence, entre os séculos X e XIV, e espalhou-se por toda a Península Ibérica. Os artistas que compunham músicas/poemas para as ocasiões solenes e eram chamados de trovadores (daí o nome Trovadorismo). O filme Coração de Cavaleiro passado na Idade Média apresenta antes de cada Torneio um travador que apresenta "seu" Cavaleiro por meio de uma composição neste estilo.
O William é um jovem que sai em busca de outras batalhas, porém a situação complica, pois ele não é nobre e não tem as patentes de nobreza. O longa mostra o empenho de um jovem camponês para se tornar um cavaleiro medieval, numa época em que essa possibilidade só estava disponível para filhos de nobres. Essas patentes seriam as que caracterizam o duque, marquês, conde, visconde e barão. Por sorte, encontra no meio do caminho um escritor desempregado chamado Chauncer, que em troca de comida e roupa monta uma patente de nobreza para o falso cavaleiro. Numa destas batalhas se apaixona pela jovem Jocelyn, que diferente dele era da nobreza. Porém, esse amor é disputado por Conde Adhemar, motivo pelo qual William sempre quer lutar com o Conde.
Em um momento do filme, o príncipe Edward esta participando de uma batalha, mas disfarçadamente, pois se alguém soubesse quem ele era, não iria lutar. E foi isso que aconteceu: os cavaleiros descobriam a verdade e se recusavam a lutar. Mas, William não desistiu e batalhou com o príncipe, adquirindo respeito deste.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Educação Física e o Altismo
A sociedade vive hoje uma intensa luta pela inclusão social, luta pelos direitos igualitários para que as crianças possam viver e conviver em igualdade com os seus colegas de classe e deixarem de ser excluídos como são atualmente. E como a educação é considerada o berço construtivo de uma sociedade, não se pode distanciar da inclusão educacional, construindo assim uma escola acessível e democrática, atendendo às necessidades educacionais especificas de cada aluno, principalmente do aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Todos os seres humanos nascem livres e são iguais em dignidade e direito. Na educação física, temos um fator importantíssimo para o trabalho da igualdade, da união e, principalmente, da socialização das crianças, que é a necessidade de trabalhar em grupo. Com isso, alem de fornecer a inclusão da criança nessa atividade, a socialização é estimulada, uma das principais dificuldades da criança com TEA.
A criança com TEA assim como outras crianças com outros tipos de deficiência é a que se diferencia das demais em uma ou mais das seguintes áreas de desenvolvimento:
- características intelectuais;
- aptidões sensoriais;
- características neuromusculares e corporais;
- comportamento emocional;
- aptidões de comunicação;
- múltiplas deficiências, até o ponto de justificar a modificação das práticas educacionais ou a criação de serviços de educação especial no sentido de desenvolver ao máximo suas capacidades.
A criança com TEA tem os direitos iguais aos de qualquer outra criança. Por isso, é fundamental, dentro de suas capacidades e limitações, adaptar uma educação física de qualidade para que possam desenvolver suas capacidades, que serão de suma importância para o desenvolvimento das habilidades motoras, comunicação, linguagem, flexibilidade mental e comportamental do ser humano como um todo. Isso refletirá na sua qualidade de vida quando adulto, no trabalho que irá executar, nas atividades da vida diária e em toda trajetória da sua vida.
A educação física com o Foco no Movimento.
Considerando que a educação física tem como foco o movimento do corpo humano, ou seja, o desenvolvimento motor, à medida que a habilidade física vai amadurecendo, a criança passa a desenvolver também conhecimento melhor do seu corpo, da sua forca, lateralidade e melhora do desenvolvimento psicomotor como um todo.
Além de favorecer o desenvolvimento psicomotor, a educação física na escola ajuda a criança a planejar estratégias, aprender regras proporcionando avanços diretamente na parte cognitiva e social da criança com autismo.
Muitos benefícios podem ser obtidos com ajustes na metodologia da educação física para autistas, para auxiliá-los na aprendizagem motora e no desenvolvimento de habilidades especificas que fazem parte da relação ensino-aprendizagem, levando em consideração o contexto social em que a criança esta inserida, ou seja, observação é fundamental.
A ligação entre educação física e educação especial se estreitou quando se passou a pensar na necessidade das pessoas com deficiência. Isso fez com que a ginástica meédica fosse substituída pela educação física adaptada, que assumiu algumas responsabilidades físicas especificas englobando também a educação física corretiva.
Somado a isso, a educação física como meio pedagógico apresenta contribuições relevantes para a criança com autismo que vão além do trabalho com o corpo. E independentemente do cognitivo, afetivo, psicomotor, sempre haverá uma resposta ao estimulo e método realizados.
A educação física é capaz de potencializar a socialização e a interação entre as crianças, fazendo com que desenvolvem sua consciência corporal mediante o próximo. Quando a criança aprende a compreender as emoções na educação física estruturada, ambientada e com materiais adequados, as dificuldades de compreensão do aspecto emotivo no que diz respeito à interação social podem ser amenizadas.
O desenvolvimento da aprendizagem da criança com TEA é lento e gradativo. Cabe ao professor adequar o seu sistema de ensino para esse aluno, observando a coordenação motora ampla, fina e visomotora, percepção, imitação, performance cognitiva, cognição verbal e as áreas de relacionamento como: afeto, interesse por materiais, respostas sensoriais, linguagem verbal e não verbal.
Assim, a educação física pode estabelecer relação importante entre a aprendizagem funcional e natural, dependendo de como o professor explora as atividades desenvolvidas com a criança com TEA. O profissional desta área deve utilizar atividades baseadas no que a criança gosta, não impondo algo que ela nunca teve contato e não gosta, mas sim acrescentando-as gradativamente conforme a criança for se adaptando.
O uso de locais com muitos estímulos visuais e auditivos pode atrapalhar a concentração, prejudicando a atividade física, logo devem ser evitados. As atividades devem respeitar a idade cronológica, devem apresentar sequencia, inicio, meio e fim, apresentar circuito com obstáculos, transposição de objeto, mudança de direção, equilíbrio dinâmico e estático, saltos, lançamentos, jogos de bolas, ajudando na aquisição das habilidades motoras.
O profissional de educação física não pode dar ênfase ao aprendizado dos movimentos, mas sim na utilização com meio para alcançar os objetivos propostos, e lembrar que para uma intervenção de qualidade é necessária uma avaliação motora com triagem, diagnostico e prescrição. Uma avaliação especifica deve ser feita adaptando e oferecendo atendimento especializado de acordo com as habilidades e possibilidades de cada criança, visando proporcionar o desenvolvimento de suas potencialidades, como também sua interação na sociedade.
Diversas ferramentas pedagógicas podem ser usadas para colaborar com o avanço da criança autista. O brincar é uma possibilidade pedagógica encontrada dentro da diversão e conteúdo da educação física, colaborando, assim, diretamente ao desenvolvimento da criança com TEA.
O planejamento de aulas, materiais e local adequado não é o suficiente para alcançar os objetivos desejados. É necessário que o profissional tenha boa desenvoltura de estratégias levando em consideração adaptações necessárias, que seja companheiro e ajude a criança a superar suas dificuldades.
Os jogos com regras fazem parte da evolução normal das crianças, e a criança com TEA pode estacionar em fases que não correspondem à sua idade cronológica; diante disso, o educador físico deve pensar em estratégias de jogo que possam dar inicio a partir da fase que a acriança se encontra, auxiliando em sua evolução naturalmente e explorando todo potencial existente nessa criança.
Os jogos podem ser classificados de diferentes formas, de acordo com o critério adotado. Vários autores se dedicaram ao estudo do jogo, entretanto, Piaget elaborou uma “classificação genética baseada na evolução das estruturas”.
Os jogos simbólicos aparecem predominantemente entre dois e seis anos de idade, com função de produzir satisfação do “eu” por meio de transformação real, de acordo com os desejos, ou seja, assimilar a realidade e ensinar a criança a lidar com o mundo a sua volta, formando sua personalidade. Esse jogo de faz de conta possibilita à criança a realização de sonhos, fantasias, revela conflitos, medos e angustias, alivia tensões e frustrações, colocando-se num universo simbólico.
A partir dos sete anos de idade, o principal progresso que há em relação ao anterior é o desenvolvimento da capacidade que a criança tem de substituir um objeto, uma ação, situação ou pessoa por símbolos ou palavras. Isso significa que a inteligência da criança se torna capaz de usar esquemas simbólicos ou representacionais. Nesse novo processo surge a nova capacidade de imitação, processo que viabiliza e assimila a realidade do próprio “EU”.
A atividade física esta intimamente relacionada ao esporte, independente da forma que é apresentada e organizada. Sabe-se que o esporte tem regras, uniformes, medalhas, troféus, e que na atividade física escolar, jogo e esporte são inseparáveis. Desse modo, o esporte também pode fazer parte da vida de uma criança com autismo, dependendo do suporte e adaptação fornecidos para inclusão deste, podendo este ser individual ou coletivo.
Atualmente, temos grandes atletas mundiais com ótima performance que, mesmo com diagnostico de TEA, conseguem competir e praticar atividades esportivas como qualquer outra pessoa.
Muitas crianças, inclusive, têm o esporte ou na atividade física especifica como uma das áreas de interesse restrito, que faz parte dos critérios diagnósticos do TEA. E muitas pessoas também acreditam na importância de reconhecer esses interesses nas crianças com autismo.
Independente do tipo de esporte escolhido, poder-se integrar a criança de acordo com suas habilidades. É muito importante verificar se os professores e terapeutas estão em contato uns com os outros com objetivo de integrar as atividades sociais, acadêmicas e físicas, ajudando a minimizar os sintomas cognitivos e sensoriais das crianças.
Mesmo que a criança não esteja pronta para um esporte de equipe, não significa que possa aprender alguns princípios básicos – fazendo um gol, pegar uma bola etc. incentivar, acreditar e lutar podem ser um bom caminho para melhor qualidade de vida dessa criança. É preciso considerar os três aspectos relativos aos jogos desportivos coletivos: a imprevisibilidade (ações que nunca se repetem), a criatividade (não fazer somente o óbvio) e a complexidade (em que devemos considerar os diversos elementos inerentes à pedagogia do esporte). O esporte pode contemplar o contexto mercadológico, entretanto, qualquer que seja a motivação, do praticante, a sua natureza será sempre educacional.
Os esportes em geral, principalmente os individuais, atuam no desenvolvimento da personalidade da criança, pois exigem melhor preparação psicológica para a sua prática. Auxiliam no desenvolvimento de potenciais de confiança, perseverança, motivação intrínseca e segurança, exigindo, assim, níveis variados de disciplina que conduzam a comportamentos adequados, que permitam sua movimentação em grupos sociais distintos.
Desse modo, a educação física e o esporte apresentam importante função quando se fala de TEA, podendo ajudar na melhoria da qualidade de vida das crianças, visando principalmente a uma trajetória de sucesso na vida adulta.
Matéria de Anselmo Franco.
Todos os seres humanos nascem livres e são iguais em dignidade e direito. Na educação física, temos um fator importantíssimo para o trabalho da igualdade, da união e, principalmente, da socialização das crianças, que é a necessidade de trabalhar em grupo. Com isso, alem de fornecer a inclusão da criança nessa atividade, a socialização é estimulada, uma das principais dificuldades da criança com TEA.
A criança com TEA assim como outras crianças com outros tipos de deficiência é a que se diferencia das demais em uma ou mais das seguintes áreas de desenvolvimento:
- características intelectuais;
- aptidões sensoriais;
- características neuromusculares e corporais;
- comportamento emocional;
- aptidões de comunicação;
- múltiplas deficiências, até o ponto de justificar a modificação das práticas educacionais ou a criação de serviços de educação especial no sentido de desenvolver ao máximo suas capacidades.
A criança com TEA tem os direitos iguais aos de qualquer outra criança. Por isso, é fundamental, dentro de suas capacidades e limitações, adaptar uma educação física de qualidade para que possam desenvolver suas capacidades, que serão de suma importância para o desenvolvimento das habilidades motoras, comunicação, linguagem, flexibilidade mental e comportamental do ser humano como um todo. Isso refletirá na sua qualidade de vida quando adulto, no trabalho que irá executar, nas atividades da vida diária e em toda trajetória da sua vida.
A educação física com o Foco no Movimento.
Considerando que a educação física tem como foco o movimento do corpo humano, ou seja, o desenvolvimento motor, à medida que a habilidade física vai amadurecendo, a criança passa a desenvolver também conhecimento melhor do seu corpo, da sua forca, lateralidade e melhora do desenvolvimento psicomotor como um todo.
Além de favorecer o desenvolvimento psicomotor, a educação física na escola ajuda a criança a planejar estratégias, aprender regras proporcionando avanços diretamente na parte cognitiva e social da criança com autismo.
Muitos benefícios podem ser obtidos com ajustes na metodologia da educação física para autistas, para auxiliá-los na aprendizagem motora e no desenvolvimento de habilidades especificas que fazem parte da relação ensino-aprendizagem, levando em consideração o contexto social em que a criança esta inserida, ou seja, observação é fundamental.
A ligação entre educação física e educação especial se estreitou quando se passou a pensar na necessidade das pessoas com deficiência. Isso fez com que a ginástica meédica fosse substituída pela educação física adaptada, que assumiu algumas responsabilidades físicas especificas englobando também a educação física corretiva.
Somado a isso, a educação física como meio pedagógico apresenta contribuições relevantes para a criança com autismo que vão além do trabalho com o corpo. E independentemente do cognitivo, afetivo, psicomotor, sempre haverá uma resposta ao estimulo e método realizados.
A educação física é capaz de potencializar a socialização e a interação entre as crianças, fazendo com que desenvolvem sua consciência corporal mediante o próximo. Quando a criança aprende a compreender as emoções na educação física estruturada, ambientada e com materiais adequados, as dificuldades de compreensão do aspecto emotivo no que diz respeito à interação social podem ser amenizadas.
O desenvolvimento da aprendizagem da criança com TEA é lento e gradativo. Cabe ao professor adequar o seu sistema de ensino para esse aluno, observando a coordenação motora ampla, fina e visomotora, percepção, imitação, performance cognitiva, cognição verbal e as áreas de relacionamento como: afeto, interesse por materiais, respostas sensoriais, linguagem verbal e não verbal.
Assim, a educação física pode estabelecer relação importante entre a aprendizagem funcional e natural, dependendo de como o professor explora as atividades desenvolvidas com a criança com TEA. O profissional desta área deve utilizar atividades baseadas no que a criança gosta, não impondo algo que ela nunca teve contato e não gosta, mas sim acrescentando-as gradativamente conforme a criança for se adaptando.
O uso de locais com muitos estímulos visuais e auditivos pode atrapalhar a concentração, prejudicando a atividade física, logo devem ser evitados. As atividades devem respeitar a idade cronológica, devem apresentar sequencia, inicio, meio e fim, apresentar circuito com obstáculos, transposição de objeto, mudança de direção, equilíbrio dinâmico e estático, saltos, lançamentos, jogos de bolas, ajudando na aquisição das habilidades motoras.
O profissional de educação física não pode dar ênfase ao aprendizado dos movimentos, mas sim na utilização com meio para alcançar os objetivos propostos, e lembrar que para uma intervenção de qualidade é necessária uma avaliação motora com triagem, diagnostico e prescrição. Uma avaliação especifica deve ser feita adaptando e oferecendo atendimento especializado de acordo com as habilidades e possibilidades de cada criança, visando proporcionar o desenvolvimento de suas potencialidades, como também sua interação na sociedade.
Diversas ferramentas pedagógicas podem ser usadas para colaborar com o avanço da criança autista. O brincar é uma possibilidade pedagógica encontrada dentro da diversão e conteúdo da educação física, colaborando, assim, diretamente ao desenvolvimento da criança com TEA.
O planejamento de aulas, materiais e local adequado não é o suficiente para alcançar os objetivos desejados. É necessário que o profissional tenha boa desenvoltura de estratégias levando em consideração adaptações necessárias, que seja companheiro e ajude a criança a superar suas dificuldades.
Os jogos com regras fazem parte da evolução normal das crianças, e a criança com TEA pode estacionar em fases que não correspondem à sua idade cronológica; diante disso, o educador físico deve pensar em estratégias de jogo que possam dar inicio a partir da fase que a acriança se encontra, auxiliando em sua evolução naturalmente e explorando todo potencial existente nessa criança.
Os jogos podem ser classificados de diferentes formas, de acordo com o critério adotado. Vários autores se dedicaram ao estudo do jogo, entretanto, Piaget elaborou uma “classificação genética baseada na evolução das estruturas”.
Os jogos simbólicos aparecem predominantemente entre dois e seis anos de idade, com função de produzir satisfação do “eu” por meio de transformação real, de acordo com os desejos, ou seja, assimilar a realidade e ensinar a criança a lidar com o mundo a sua volta, formando sua personalidade. Esse jogo de faz de conta possibilita à criança a realização de sonhos, fantasias, revela conflitos, medos e angustias, alivia tensões e frustrações, colocando-se num universo simbólico.
A partir dos sete anos de idade, o principal progresso que há em relação ao anterior é o desenvolvimento da capacidade que a criança tem de substituir um objeto, uma ação, situação ou pessoa por símbolos ou palavras. Isso significa que a inteligência da criança se torna capaz de usar esquemas simbólicos ou representacionais. Nesse novo processo surge a nova capacidade de imitação, processo que viabiliza e assimila a realidade do próprio “EU”.
A atividade física esta intimamente relacionada ao esporte, independente da forma que é apresentada e organizada. Sabe-se que o esporte tem regras, uniformes, medalhas, troféus, e que na atividade física escolar, jogo e esporte são inseparáveis. Desse modo, o esporte também pode fazer parte da vida de uma criança com autismo, dependendo do suporte e adaptação fornecidos para inclusão deste, podendo este ser individual ou coletivo.
Atualmente, temos grandes atletas mundiais com ótima performance que, mesmo com diagnostico de TEA, conseguem competir e praticar atividades esportivas como qualquer outra pessoa.
Muitas crianças, inclusive, têm o esporte ou na atividade física especifica como uma das áreas de interesse restrito, que faz parte dos critérios diagnósticos do TEA. E muitas pessoas também acreditam na importância de reconhecer esses interesses nas crianças com autismo.
Independente do tipo de esporte escolhido, poder-se integrar a criança de acordo com suas habilidades. É muito importante verificar se os professores e terapeutas estão em contato uns com os outros com objetivo de integrar as atividades sociais, acadêmicas e físicas, ajudando a minimizar os sintomas cognitivos e sensoriais das crianças.
Mesmo que a criança não esteja pronta para um esporte de equipe, não significa que possa aprender alguns princípios básicos – fazendo um gol, pegar uma bola etc. incentivar, acreditar e lutar podem ser um bom caminho para melhor qualidade de vida dessa criança. É preciso considerar os três aspectos relativos aos jogos desportivos coletivos: a imprevisibilidade (ações que nunca se repetem), a criatividade (não fazer somente o óbvio) e a complexidade (em que devemos considerar os diversos elementos inerentes à pedagogia do esporte). O esporte pode contemplar o contexto mercadológico, entretanto, qualquer que seja a motivação, do praticante, a sua natureza será sempre educacional.
Os esportes em geral, principalmente os individuais, atuam no desenvolvimento da personalidade da criança, pois exigem melhor preparação psicológica para a sua prática. Auxiliam no desenvolvimento de potenciais de confiança, perseverança, motivação intrínseca e segurança, exigindo, assim, níveis variados de disciplina que conduzam a comportamentos adequados, que permitam sua movimentação em grupos sociais distintos.
Desse modo, a educação física e o esporte apresentam importante função quando se fala de TEA, podendo ajudar na melhoria da qualidade de vida das crianças, visando principalmente a uma trajetória de sucesso na vida adulta.
Matéria de Anselmo Franco.
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